Não tenho blog para os outros verem. Não tenho blog para que os outros achem que é bonito ou feio. Eu tenho blog porque gosto de escrever o que se passa na minha mente, eu tenho blog por mim. Gosto deste espaço, é como se fosse o meu aconchegante cantinho. Isto, é sem duvida um pedaço de mim, palavras que eu queria gritar, espalhar, partilhar, mas que por vezes falta-me as forças e por isso escrevo isto e muito mais que se calhar nunca vou partilhar, nem aqui, nem em lado nenhum. Mas olho à minha volta e vejo, não quer dizer que esteja a criticar, mas vejo que muitas pessoas, inclusivé neste lindo espaço fazem as mais diversas coisas para mostrar aos outros, sem ser realmente aquilo que passa por elas e que as transforma. Ou seja, tudo o que fazem não tem nenhum tipo de valor, a não ser, o dos outros verem uma vez, gostarem e nunca mais quererem ver aquilo que escreveram. Por isso, eu tenho saudades de quando as pessoas achavam as coisas tão simples como uma folha a cair no tempo de outono ou um rebento a nascer na árvore. Como uma gota de chuva que escorre rapidamente e se transforma num arco-íris. Coisas simples, complexas ao mesmo tempo, mas sem segundas intenções, simplesmente pureza.
