Primeira semana do ano 2011. Primeira semana horrível que passei no ano de 2011. Esta semana foi uma das piores que passei nos últimos tempos. Já não me recordava do que era ter uma semana cheia, em que tudo o que me rodeia se tornasse num problema que nem sempre tem solução. Não sabia o que havia de dizer, fazer, para onde me virar. Não sabia se havia de rir ou chorar. Simplesmente não conseguia fazer nenhuma das duas, porque, realmente cheguei a um tempo, a uma altura da minha vida que não sei como arranjar forças, não sei como nem a onde. Já não sei mais em quem confiar, com quem chorar, com quem rir, com quem contar, com quem viver. Eu sim, posso dizer que em 13 anos de existência sei realmente o que é sofrer e estar num beco sem saída. Anos e anos de sofrimento. Todo ele seguido. Sei o que é ter uma ferida que ao longo dos anos aumenta e que sangra sem parar. Sei o que é sentir-me cada vez mais fraca porque o sangue não pára de escorrer, e as lágrimas não se cansam de percorrer todas as marcas que a vida me deixou na minha cara. Esta semana, representou toda ela, o que tenho vivido ao longo dos tempos, mas desta vez tudo reunido. Palavras e actos desagradaveis, neste triste e longa semana bombardearam-me. Factos controversos, sem volta a dar apareceram do nada, sem que eu tivesse o poder de mudar o minimo que fosse, de alterar o final. Simplesmente não podia fazer com que algo estivesse nas minhas mãos, porque nesta semana dolorosa esteve sempre tudo ao controlo de outras mãos, sem que eu as pudesse tocar. Tristes vozes, choros incansaveis e corações partidos cada vez me consumiam mais. Eu sofria por dentro com o coração despedaçado e com a ferida a aumentar, por tudo aquilo que vim a descobrir, mas mesmo assim, ao olhar à minha volta, não conseguia ficar indiferente nem conseguia pensar em mim, não chorava por mim chorava por aqueles que estavam e costumavam estar a meu lado. Uma maré de infelicidade invadiu, ao mesmo tempo e a todos nós. Dividimo-nos. E essa dor ainda é mais insuportável porque sei que nada vai ser como era. Já não tenho mais nada comigo. Neste momento nem escrever decentemente com tudo o que quero expressar consigo. Simplesmente cansei-me e encontro-me sem me encontrar, porque já não sei mais o que sou e o que vejo quando me olho ao espelho. Aquilo que tenho comigo é apenas um passado triste, um presente ainda pior. E um futuro sem vontade de viver.